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domingo, 17 de novembro de 2019

Dias Surreais ( Parte II )

(domingo, 1 de novembro de 2015)


Preciso que páres... sinto o meu orgasmo muito perto... preciso parar... sair de cima de ti... Assim pensei, assim fiz... saltei de cima de ti e dirijo-me a um dos postes da nossa cama... agarro-me a ela e começo a balançar o meu corpo... convidando-te para esta dança...


De imediato te colocas atrás de mim... agarras-te também ao poste e o meu corpo é empurrado contra ele... faço força e empurro-te com as minhas nádegas... baixo-me e vou esfregando-as de baixo para cima no teu corpo... sinto o teu sexo rijo... isso me agrada muito... surgem as primeiras palmadas... leves... puxas-me pelo pescoço e sinto a tua boca no meu pescoço... sinto a tua respiração acelerada... afasto a minha cabeça e sou de novo prensada contra o poste... afasto as pernas e agacho os quadris... sou penetrada dessa forma... à força... várias estocadas que me alucinam... sei que se continuasses o meu orgasmo chegaria... mas tu afastas-te... sais de dentro de mim... Não sei o que pretendes... não virei a cabeça para saber... continuei no poste, arfante... expectante...
O teu chicote faz contacto com as minhas nádegas... estremeço e grito a cada chicotada... vais alternando entre as nádegas e as minhas costas... perco as forças nas minhas mãos e as pernas cedem um pouco... O meu corpo está dorido...
Começo a pensar que não vou conseguir aguentar mais tempo... quero o meu masoquismo... preciso dele...Há alturas em que  a minha relação com a dor  é maravilhosa... O teu sadismo alimenta e sacia o meu masoquismo...   ambos partilhamos as nossas afinidades... mas neste momento a dor que sinto não me é prazerosa...
O chicote parou... respiro fundo...


Sou encaminhada até ao chaise longue... de joelhos no chão e peito assente sobre ele, as minhas nádegas são de novo fustigadas... não consigo controlar as emoções... fico exasperada com a dor... impossível conter o choro...
De novo sou assaltada por pensamentos negativos... estava tudo perfeito até agora... mais uma vez sou atraiçoada por mim mesma... Detesto que isto aconteça... porque razão não sou constante?... Se tenho plena consciência que sou masoquista ( e demorou tanto tempo até eu assumir essa nova faceta minha ), porque razão não sinto a dor sempre da mesma forma... São momentos de perfeita harmonia e outros,  momentos de pura tortura...  Não é nada bom eu estar a pensar enquanto me chicoteias... Puxa... quero aqueles momentos em que a dor me leva para outra dimensão...  o meu corpo dança ao sabor e ao ritmo das tuas chicotadas...   extrais de mim sons  de prazeres sublimes... onde desafio o teu sadismo com um sorriso...




Quebrei... não consigo conter os soluços... abandono o corpo...
À minha volta o silêncio impera...
As chicotadas pararam...
Devagarinho levas-me para a cama... é tudo o que eu mais desejo naquele momento... sentir-me abraçada... e o teu abraço forte, aos poucos... acalma o meu corpo e traz-me a paz que só encontro no teu colo...
Baixinho falaste:
- Vamos fazer uma pausa...

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

MAIS QUE ORGASMOS

 
     Cheguei a casa do emprego, sabendo que mais uma vez tinhas preparado o quarto e a ti para uma (ultima noite ate ver) de prazeres a dois. Banho para limpar sujidade do emprego e a alma...Apos o mesmo,dirigi-me ao quarto, abrindo a porta a escuridao...Um unico ponto de luz de velas surgia-me ao fundo do mesmo, sendo essa a  unica forma que  descobria na cama...Abri as cortinas e....espantoso. Deitada sobre o chess estavas tu, com roupa interior de renda, que aproveito para te dizer ficar a matar.Tinha o teu rabo e costas e pernas a disposiçao. A mascara na cara e uma coleira de renda compunha o ramalhete...Algo deslumbrante que me entusiasmou sobremaneira. Dirigi-me a ti e umas palmadas no rabo foram-te dadas junto com umas caricias na cara e escova deslizando na pele...Como estavas electrica, achei por bem entrar em ti...Pensei no anus, mas tinha-lo  ocupado com um pequeno dildo...Nao te querendo incomodar, entrei por onde estava vago, mas de tal modo que gritaste....e apos duas ou tres investidas,gelei.....o teu orgasmo tinha chegado, apesar de pouco estimulada por mim, nao aguentaste a situaçao e explodiste muito cedo...
   Claro que, nesse momento, tivemos que inovar, nao era para acontecer essa explosão tao rapida. Despreocupados,fumamos e dirigiste-te para as tuas cordas, sinal que iria acontecer algo duro, o teu corpo precisava de dor...O que chamas prazer morbido. O flogger percorreu o teu corpo, as escovas "rasgaram"a pele durante uns tempos, ate que, o chicote entrou em acçao...Riscos na pele iam aparecendo, lagrimas e gritos de ti saiam ate que nada se ouvia da tua parte, unicamente dançavas, dando-me motivo para usar ai o stick..Os batimentos eram ritmados e fortes e tu continuavas a tua "viagem" ate que, um carinho mais intenso na tua intimidade te acorda e voltas-te para mim pedindo para te dar um orgasmo com a mao. Nova interrupçao para um vinho e um cigarro e deitas-te na cama ja com um colchao, preencho a minha mao com oleo e a penetraçao começa...a principio lenta, com um dedo, mas, a medida que as tuas manifestaçoes iam aumentando, tambem o numero de dedos dentro de ti e a força exercida para o teu interior era maior..
    Agora eramos unicamente dois animais sexuais Eu entrando com a mao quase toda em ti e tu lutando para que mais entrasse...era demais, estavas louca de prazer e os gritos unicos que a tua boca solta aquando do climax chegaram, assim como a tentativa de te afastares da mao que ate a pouco procuravas...A electricidade que emanavas foi-se extinguindo, mas ainda nada estava acabado...subi ao teu encontro e ameaçando entrar todo de uma vez em ti, resolvi entrar devagar...Preparei a tua vagina sensivel naquele momento para que a entrada fosse segura, que o incomodo por ti sentido desaparecesse e com esse objectivo conseguido, entao sim, A brutalidade sexual recomeçou recuperaste parte da tua energia e fizemos amor desabridamente intenso, mais uma vez a nossa natureza apareceu, a minha agressividade e a tua entrega/submissao, estavamos em sintonia na nossa sinfonia de amor ate que os dois, mais uma vez, trocamos fluidos internos, apertando-nos, beijando-nos, tudo o que dois apaixonados fazem num orgasmo mutuo, simultaneo e devastador.