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sábado, 30 de maio de 2020

Dor e prazer

Conseguir transformar sentimentos em palavras continua a ser uma tarefa árdua para mim. Principalmente quando dor e prazer se misturam. 
É ter consciência que existe uma linha ténua entre dor e prazer e ao mesmo tempo perder essa noção.  Existe realmente a capacidade de erotizar a dor transformando-a num agente potencializador do prazer... capaz de me proporcionar emoções que eu desconhecia.
Com a tua ajuda tento compreender o que sinto. Procuro relembrar, reviver emoções e sensações e de seguida  transportá-las para a escrita. Não é fácil. Fico sempre com a sensação que não existem palavras capazes de  traduzir todas as sensações que provocas em mim.

O que eu sei neste momento é que quanto mais excitada e mais próxima do meu clímax, mais insensível eu fico e mais eu consigo suportar o sofrimento, tirando muito proveito e prazer. Terá muita lógica? Não sei.  Sinceramente há momentos em que gostaria de lançar a lógica pela janela. Atrapalha muito quando falamos de intimidade. Sexo não tem lógica, sexo é animal, é irracional. Pelo menos a forma como ambos vivemos a nossa sexualidade. Sempre envolta de muito amor, muita paixão e muita entrega. É dar e receber... é ficar de 4 com o rabo empinado e sentir o chapar da tua mão nele... É saber que a visão das minhas nádegas vermelhas te excitam... e me excitam também da forma como as descreves. É essa tua capacidade de me fazeres ver através dos teus olhos, de arrancares de mim lágrimas, prazeres  e caóticas sensações… e muitas vezes gargalhadas mútuas.
Como ficar indiferente quando bates com impetuosidade, com paixão, com energia, com tesão? Estás a passar para mim todo o teu entusiasmo, prazer e excitação. Isso deixa-me louca, completamente rendida aos prazeres de sentir o ardido gostoso provocado pela tua mão no meu traseiro. Essas palmadas são como uma injecção de adrenalina instantânea... quanto mais adrenalina mais êxtase... mais prazer...
Voltando àquela linha divisória entre dor e prazer... ela existe mesmo. Se eu não for bastante estimulada e excitada, se bateres forte demais, vai doer e essa dor acaba por inibir o meu prazer. Sempre atento às minhas reacções, de imediato compensas esse meu mal estar. Por exemplo, quando mordes ou puxas com força os meus mamilos, o prazer que sinto nesse momento entra em decréscimo à medida que a dor é mais incisiva. Mas essa dor desvanece no calor dos teus lábios, da tua língua... e de imediato o meu corpo reage em dobro a esses teus carinhos...
Hoje eu compreendo que a dor é um dos muitos recursos sexuais que passaram a fazer parte da nossa intimidade. Apesar de  considerar este assunto controverso e não muito abordado, o que é certo é que eu não me sinto menos mulher por admitir que adoro umas boas palmadas. Elas me excitam mas acima de tudo excita-me ainda mais  sentir-te louco de tesão por mim.



sexta-feira, 17 de abril de 2020

Por aí... numa tarde

Uma boa tarde a todos os nossos leitores.
Nestes tempos atípicos e confinados mais ao lar, de vez em quando, exploramos espaços próximos para aliviar um pouco o stress.
Aqui ficam algumas fotos tiradas pelo esposo. Psicologicamente é saudável… faz-nos bem.
Estou a exibir-me para ti e este tipo de exibicionismo não deixa de fazer parte dos nossos jogos de sedução. Uma fêmea a chamar a atenção do seu macho.
Ambos sabemos que corremos o risco de alguns olhares curiosos, mas a adrenalina aumenta face ao receio de ser observada e de estar a fazer algo proibido, algo que não se enquadra nos padrões ditos "normais" da sociedade...








quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Certo e errado

(domingo, 14 de agosto de 2016)



O facto de fazeres parte da minha vida veio trazer a ela nuances que desconhecia ou, talvez, no meu subconsciente, algo estaria adormecido.
Antes de te conhecer era feliz... pelo menos eu assim o entendia... mas se tudo estava bem porquê momentos de ansiedade e de uma tristeza profunda? Era difícil superar esta ansiedade se desconhecia a sua fonte. A minha educação sempre foi regida pelo socialmente correcto. Tudo o que saísse desse padrão era condenável e possível ameaça à minha integridade física e moral. Daí, talvez, ter desencadeado em mim, comportamentos defensivos. Como se, a dada altura, acendesse uma luzinha vermelha, alertando-me que estava prestes a enfrentar algum perigo.
Claro que este comportamento defensivo e calculista sempre me ajudou a enfrentar e a superar situações do meu dia a dia... A adrenalina de um desafio mexe com as minhas hormonas...Mas não eram essas situações quotidianas que eu receava... a parte sentimental é que sempre  me apavorou... os sentimentos sempre atrapalhavam... as emoções atrapalhavam... para quem sai de um relacionamento negativo é normal não querer  que a paixão nos cegue de novo...  Eu pelo menos, não queria mais sofrer por amor... sofrer pela ausência... ficar carente...  Acho que aprendi a refrear os meus sentimentos... Nunca me poderia dar ou entregar a alguém a 100%... E durante alguns anos fui feliz à minha maneira... Era dona de mim e do meu destino... As decisões sobre a minha vida eram minhas... Não devia satisfações a ninguém...
Então porque continuavam a existir momentos de ansiedade?... Momentos esses em que me afastava das pessoas e me refugiava no aconchego do meu lar... Aqueles momentos eram só meus... por qualquer razão eram momentos que eu considerava de fraqueza  e precisava combater. Tinha que continuar a ser aquela mulher forte e confiante que todos conheciam...
Depois... Ahhhh... depois surgiste tu no meu caminho... Um desafio constante à minha racionalidade e capacidade de argumentação... E, de repente, dei por mim completamente e perdidamente  apaixonada... o meu mundo... o mundo que eu havia construído ao longo da minha vida ficou de  pernas para o ar...
As minhas certezas foram abaladas... A razão sempre em conflito com o coração... as emoções cada vez mais difíceis de controlar... os desejos cada vez mais prementes... a felicidade e alegria quando estávamos juntos andavam de mão dada com a eterna saudade segregada pela tua ausência...
Ainda recordo, não com saudade mas com emoção, os meses de namoro que antecederam à nossa união.
Hoje eu sei que a tristeza e ansiedades do passado têm um nome.... nunca ter dado voz a desejos sufocados porque me eram "proibidos"...
Aos poucos foste extraíndo a minha vontade de servir... o meu prazer em servir-te... foste ao encontro dos meus desejos que, por serem incomuns, durante anos permaneceram adormecidos...
No passado era criticada por ter as minhas unhas marcadas nas costas porque sentia prazer em  coçar-me dessa forma... Hoje eu deliro quando sou "coçada" por ti com uma escova de aço...
Hoje eu sei que não gosto nem nunca apreciei sexo tradicional... sexo tem que ser intenso e animal...
Não existe o certo e o errado...
O que existe entre nós é uma paixão avassaladora, um mar de sensações transcendentes... uma vontade louca por sexo... e sobretudo uma felicidade enorme por me amares como eu sou... por me amares da forma que enaltece a minha essência saciando as minhas necessidades...
Amo-te!