quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Surpreendida

As ordens tinham sido muito claras. À hora da tua chegada deveria esperar-te no quarto. Chaise no centro do quarto, devidamente resguardado. Eu deveria estar de pé, de venda e completamente nua...
Apenas isto, nada mais acrescentaste... Claro que, ao longo do dia, durante os meus afazeres domésticos, pensei muito nos planos que tinhas para mim... para nós... o tempo foi passando, lentamente... mas a ansiedade pela tua chegada ia crescendo... e o nervosismo também. Como não entraste em pormenores como chicote, velas, cordas, escovas... não estava a ser fácil adivinhar o que viria por aí... apesar de saber que todos os nossos acessórios estão sempre à tua mão, quando vagueava pelo quarto, olhava para eles e imaginava quais irias escolher...
À hora combinada já estava nua, olhando para o chaise... somente quando te ouvi abrir a porta da rua coloquei a venda e aguardei... respirando fundo para acalmar a ansiedade apesar de sentir a  minha pulsação bastante acelerada...
Pressenti  a tua presença perto de mim, apesar de não conseguir enxergar nada... o coração bateu mais forte... de braços atrás das costas e pernas ligeiramente afastadas, almejava por um beijo teu, uma palavra... mas o silêncio imperava...
Senti que te afastavas... ouvi o som de água a correr... estavas de certeza a tomar um duche enquanto eu agonizava...
Envolta em pensamentos não dei pela tua chegada... apenas senti o calor do teu corpo nas minhas costas... a tua respiração no meu ouvido... e um calafrio ao passares os teus dedos ao longo da minha espinha... passando pelo rego e roçando a entrada da minha vagina... o meu corpo vibra...
- Já molhada, puta?...
Envergonhada fechei as pernas mas uma valente palmada na nádega fez-me afastá-las de novo...
- Quero-te sempre aberta para mim, entendes?!
Quando ia responder enfiaste os dedos na minha boca... fundo e a seguir em movimentos de vai e vem, tão fortes que me engasguei...
- Saboreia o mel que sai de ti...
De seguida dás-me a mão e encaminhas-me de frente para o chaise...
- Deita-te de joelhos!
Puxaste os meus braços para baixo e prendeste-os com uma corda por baixo do chaise...  Apesar de não sentir muita pressão sabia que não os podia mexer.
Foste buscar outras cordas e fizeste o mesmo às minhas pernas não sem antes as abrires completamente... e à volta da minha cintura...

E assim... completamente escancarada para ti, aguardei em silêncio... a venda nos olhos cria uma certa tensão... os meus sentidos ficam mais despertos... mesmo descalço deu para perceber que te afastavas e mexias em algo... senti o aroma das velas no ar... respirei fundo inalando aquela fragância que antevia prazeres que aprecio bastante...
Os pingos frios que começaram a cair sobre as minhas costas não deixavam mais dúvidas... irias começar com as velas... aos poucos e lentamente as minhas costas foram massajadas com o óleo... a pressão das tuas mãos aumentou e as massagens eram mais intensa, arrancando de mim gemidos de prazer... as tuas mãos passavam agora por entre as minhas nádegas até à vagina... dedos entraram e giraram no meu interior, durante algum tempo para novamente sairem e percorrerem as minhas costas em sentido contrário... o meu corpo queria se movimentar à passagem das tuas mãos mas era impossível devido à restrição a que tinha sido submetida... apenas a minha respiração acelerada e os gemidos se soltavam naquele momento...

Paraste com as massagens e fiquei a aguardar pelas velas.... mas em vez delas senti nas costas a escova de aço... suavemente no início... claro que não me importei nada porque esse prazer eu já conhecia e adorava... a escova continuava a deslizar e eu deliciava-me a cada passagem...
Ao passares nas nádegas paravas e pressionavas com mais força... pequenas picadelas e um ardor de seguida arrancando de mim gemidos roucos de prazer...
Várias batidas surgiram... gritei de dor... o facto de estar limitada de movimentos criou em mim uma tensão enorme... queria fugir com o rabo mas não conseguia e as batidas continuaram... ora numa nádega, ora na outra... aos gritos que soltava juntaram-se as lágrimas...
Quando as batidas pararam já soluçava... só acalmei quando me acariciaste as nádegas e senti o calor das tuas mãos afagando as zonas doridas... respirei bem fundo... e entreguei-me àquele prazer que suavizava as minhas dores...
- Hummmm... vermelhinho como eu gosto!
Fui relaxando enquanto as tuas carícias continuavam... agora com mais óleo sobre as nádegas, as tuas mãos voltaram a vaguear das nádegas para a vagina e vice versa... os gemidos de prazer voltavam também... principalmente enquanto o meu sexo aquecia e clitóris palpitava de desejo...  desejo de sentir a tua boca... desejo de sentir a tua língua húmida e quente enquanto o meu corpo é percorrido por arrepios de prazer... ou ser  penetrada, rasgada pelo teu sexo rígido... subjugada pela tua força... sentir a impetuosidade do teu corpo bater nas minhas nádegas...
Mas... abruptamente sou invadida pela tua mão máscula que penetra as minhas entranhas, sem clemência... gritei de dor enquanto estava a ser arrombada... nunca o tinhas feito dessa forma... não assim toda de uma vez só... o meu grito foi tão desesperante que a tua mão parou dentro de mim...
-Relaxa! Respira fundo e relaxa!
Tentei relaxar mas ainda doía muito...
Então, aos poucos a tua mão rodava devagarinho dentro de mim... e começou e sair para entrar de novo... várias vezes... aquela dor inicial atroz desvaneceu-se para dar lugar a um prazer intenso... assim que ouviste os meus primeiros gemidos aceleraste os movimentos de vai e vem... estava completamente molhada que já sentia escorrer pelas pernas abaixo... sentia o orgasmo cada vez mais próximo se continuasses a foder-me daquela maneira... apesar de estar presa  os meus quadris eram impulsionados para a frente... já não eram gemidos baixinhos mas gritos hurros de prazer que saiam dos meus pulmões... as forças começaram a esvair-se... e um hurro animalesco saiu quando sucumbi àquele orgasmo tão intenso ao mesmo tempo que golfadas molhavam a tua mão e escorriam entre as minhas coxas...
O meu corpo desfaleceu completamente esgotado num êxtase sublime... 

"Manha Submetida"



   Acordamos e como sempre, apos um beijo e abraço forte, tomamos o pequeno almoço, apos o qual te mandei deitar e dei-te uma massagem forte nas costas, originando o 1º orgasmo do dia. Uso o teu gosto por massagens aproveitando a sensibilidade gritante nas tuas omoplatas e costelas para arrancar de ti o que desejo.
    A calma com que ficaste quase te fazia adormecer. Mas nao era minha intençao que o fizesses e ordenei que te fosses despachar. Tinhas meia hora para tal, por cada minuto mais castigava-te com uma palmada numa nádega. Ambos sabemos que nunca acabarias a tempo, nao porque nao conseguisses mas sim porque as palmadas eram um desejo mutuo.
    Tomaste um banho demorado, pintaste-te, secaste o cabelo e ja iam 35 minutos. Entraste no quarto e olhaste para a roupa que tinha escolhido para ti e riste. Alem de nao haver roupa interior, o vestido nao era facil de vestir sozinha e as meias eram abertas entre as pernas. Olhei para ti e apontei o relogio. Como que apanhada em falta, puseste a mao a frente da boca, como que escandalizada. Mas a pressa nao era nenhuma e cuidadosamente, demoradamente, iniciaste a colocar o que tinha escolhido. Quando te calçaste perguntaste-me: "Vamos?". Mais uma vez olhei para o relogio e disse-te: 40 palmadas. Mais uma vez fingiste (acho eu) escandalizada. Mandei-te dobrar sobre o braço do sofa. Levantei o vestido ate a cintura e iniciei as palmadas. Uma em cada nadega, 1º palmadas suaves que te aquecessem o corpo e foram 10 desse modo. A partir dai foram 30, divididas irmãmente, de maneira a ficar com a mao ligeiramente dorida, imagino o rabo. Aguentaste estoicamente (que remedio) e quando te baixei o vestido, com lagrimas nos olhos, beijaste-me a mao e disseste "Obrigado Senhor por me ensinares". O pior foi o sorriso trocista que lançaste. Ias pagar por isso.
    - Saimos directos a uma praia, praia essa com uma extensao de areia enorme onde fora da epoca balnear haveria bastante espaço para te fazer sofrer, como gostas.
     Chegados a praia, estacionando o mais distante de pessoas e outros carros que consegui,Dei-te a mao, tirei uma malinha do carro e caminhamos na areia fina que aquela hora ja nao estava muito fria. Era agradavel pisa-la. Embora nao me perguntasses nada, vi-te diversas vezes olhar para a pequena mala que transportava.  Como estavas tao curiosa, passei-ta para a mao proibindo de a abrir, era so para transportar.
   Quando chegamos a um sitio que achei mais ou menos isolado, sentei-me e mandei-te sentar nao sem antes tirar de dentro da mala uma toalha e estender. Obedeceste, e eu levantei-me, mandando-te deitar de barriga para cima de pernas abertas, os braços perpendiculares ao corpo e fechares os olhos. Embora tentasses contestar, mandei-te calar friamente e obedecer.
    Fizeste-o, deitaste-te de pernas abertas e olhos fechados. Via-te a vagina porque o vestido era curto, encharcada. Sempre te achei exibicionista, apesar de acanhada. Ia tentar aproveitar essa tua faceta para nos divertir-mos.
   Levantei o vestido de maneira que tapasse os olhos. Tentaste evitar mas dei-te uma chapada que te  inibiu  qualquer outra tentativa de me contrariar. Estavas ali da cintura para baixo unicamente com as meias, tendo a parte anal e vaginal exposta. A vagina estava brilhante, os labios ligeiramente abertos, convidativa.
    Entao a vingança começou. A palmatoria iniciou o seu trabalho cadenciado em toda a zona sexual.
Gemias umas vezes de dor, outras de prazer, mediante o impacto sentido. Encostei por momentos um potente vibrador ao teu clitoris dolorido, com varios afastamentos e encostos, nao muito intensos mas por sinal bastante eficazes em relação ao teu desejo. As pernas tremiam, ameaçando um orgasmo e que o ambiente ja nao te dizia nada, esse estava esquecido naquela amalgama de sensações. Quando te vi muito entusiasmada, quase no pico, retirei tudo e deixei-te na tremideira. Tentaste com a mao acabar o que estava quase a acontecer mas uma forte palmada na mesma, demoveu-te de tal. Ordenei que o braço voltasse a posição inicial. Contrafeita obedeceste mais uma vez. Observando mais uma vez a nossa volta, verifiquei alguem a passar. Um casal que passeava. Como estive sempre a tua frente, pouco ou nada viam e estavas resguardada.
     Depois de passarem, reiniciei a brincadeira contigo. Outro vibrador entrou em ti, seleccionando a velocidade máxima. Nao contente com isso, outro suave na textura mas com vibração muito forte tambem encontrava o clitoris, desta vez de forma continua. Novamente o teu prazer subiu e as pernas voltaram a manifestar o que te ia acontecendo. Ate que o teu orgasmo veio, forte, intenso mas silencioso. A mao tapou-te a boca impedindo o grito que sabia ir ser muito alto e longo.
    Ficaste inerte, exausta. Chamei-te a atenção para a maneira como estavas na praia, indigna da tua posição de mulher casada. Claro que era so para te aborrecer mas compuseste-te rapidamente, ruborizada, levando-me as lágrimas com o riso. Levantar-te foi um pouco difícil mas saímos dali felizes, sexualmente realizados. No carro de volta a casa, as tuas maos trabalharam em mim, dando-me um prazer e alivio que ja precisava e a ti tambem a satisfação da minha libertação que levaste a boca e sorveste ate a ultima gota. 
   
 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Motel



   Convidei-te para uma ida ao motel. Precisava de uma brincadeira mais intima e fora do nosso ambiente. Por vezes e bom variar o clima, sair da zona de conforto, em tudo.
    Apesar de varios pensamentos em relação a entrada, quando estacionei o carro, verifiquei nao haver espaço para o que imaginei. O carro e muito grande. Paciencia. Subimos para o quarto e preparei-me para começar as brincadeiras. Mas mais um contratempo. A natureza fez das suas e tive que adiar mais uma das situaçoes que tinha idealizado. Estava a correr mal. So que.....
     - Depois destes contratempos, convidei-te para tratares de mim no sofa erotico. Ficaste entusiasmada. Embora sejas submissa, es acima de tudo mulher, curiosa e ainda por cima com uma grande vontade de experiencias. E eu proprio levo a minha "submissao" temporaria como um meio de ter prazer, que sempre neguei por o Dominio ser para mim suficientemente aliciante e compensador. Estava errado. Ter a nossa mulher a tratar de nos, acariciar e judiar com o nosso prazer e muito bom. E, alem de preencher a tua curiosidade , permite-me pelo estado de excitaçao que atinges, fazer muito mais que o normal. Alem de que o meu sexo atinge tambem ele uma erecçao enorme, o corpo e o cerebro têm sensações que nunca pensei existirem.Para alem de tudo isso, levamos os dois nao como submissao da minha parte mas o tratares de mim. Por ultimo, e optimo ja excitado, dar-te um estalo, puxar-te pelo cabelo e submeter-te ao meu prazer.
    Começas-te como costume a manobrar e beijar o meu penis. E sempre muito aliciante. Alem de que misturas com um aperto mais ou menos forte nos mamilos e umas arranhadelas no meu corpo. Sempre com a mao a masturbar-me, usas a maquina de estímulos electricos em mim. Levas ate ao maximo mas depressa desistes porque estou habituado a treinar com ela e a musculatura nao deixa haver grandes sensaçoes. Ficas um pouco desiludida e desligas o aparelho. Entao vais buscar a raquete e pela primeira vez usas os choques em mim. Embora sinta qq coisa, foi muito mais psicologico que fisico. Vendado sinto os teus dedos molhados com a minha lubrificaçao roçarem a boca e um longo beijo da tua parte, partilhando. Estava fora de mim. Levantei-me e fiz-te deitar no sofa, de costas voltadas para mim.
   Chicoteei com muita força o teu rabo e em especial as tuas costas. Choravas e vinhas-te ao mesmo tempo, nao pedindo sequer para parar (que nao faria, nao com aquela tesao), e continuando a sofrer pancada ate na vagina. Era chicote por todo o corpo.
 
Depois mandei-te voltar . Alem de chicotadas, usei varios vibradores em ti, que te mantinhas em cima mas sem atingir novamente o pleno, o orgasmo. Ja cansada pediste se te podias masturbar pois estavas dorida e concedi-te esse desejo. Mas nao deu resultado, nem tu conseguias chegar la. Estavas a desistir quando te mandei deitar na cama. Sei que dorida ou nao, a lingua em ti, no teu sexo, e infalivel. Entao durante muito tempo dediquei-me ao teu (marcado) sexo, onde com as diferentes formas de te estimular com a boca faziam-te perder a razao mantinham-te la nos píncaros mas sem chegares ao fim.  Foi maravilhoso olhar para ti e os olhos estarem fora da orbita, so se via branco. Ai sim, foquei-me em te fazer explodir e pelos puxões que me deste  no cabelo e os movimentos de pernas, sabia que ia acontecer....Foi divinal, gritos, espasmos, choro, tudo aconteceu em ti. Mas nao tinha acabado. Quando te vi mais calma, subi e entrei bruto em ti. Gritaste mais uma vez mas aconchegaste-me e tivemos os dois um ultimo orgasmo em simultâneo, maravilhoso em mais uma ida a um motel que tem acompanhado a nossa existência a dois....pelo menos ate nos expulsarem um dia por excessos.

Vicissitudes do casamento BDSM. 5º capitulo



   Assim fomos de descoberta em descoberta aproximando-nos da uniao, da vida a dois. O desejo da vida em comum, sem os hiatos proprios de quem mora longe, o afastamento que nos consumia, ja nao era racional. Tinhamos que juntar as nossas vidas. E foi repentinamente. Uma oportunidade, uma casa emprestada por um tempo e consumou-se. Estavamos juntos. A partir de agora, tudo poderia andar mais rapidamente, ao ritmo que entendessemos.
   
    Assim, a felicidade que sentiamos nos encontros, alastrou, salpicada aqui e ali com pequenos atritos, arestas que a nossa experiencia permite limar com alguma facilidade. Sempre conversamos muito e isso e fundamental. Alem de tudo, juntos, cada vez manifestávamos mais facilmente os nossos objectivos na relaçao, o BDSM começava a ser levado mais a serio. Eu mantinha a minha faceta Dominadora e tu sentias-te bem com actos de submissao. Como sempre, os avanços eram subtis, tentava sempre induzir-te a necessidade de algo, levando-te a cada vez mais, manifestares vontade de mais coisas acontecerem. Por muito que te custasse admitir gostares de situaçoes que nao dominavas, o certo e que a felicidade irradiava dos teus gestos, olhares e expressoes. Medos eram muitos, mas a vontade de "viver" tambem.
   
     Começou aqui entao verdadeiramente a descoberta do teu masoquismo, aceitação da tua parte e o querer desenfreado  do sofrimento. Primeira vez atada, inibida de qq movimento, bloqueada de receio mas ao mesmo tempo assoberbada de um desejo imenso, fruto de te ter pegado ao colo e colocar-te cuidadosamente em frente a lareira. A partir dai foram momentos de prazer indescritíveis, o facto de teres que te abandonar a sorte mexeu muito. Foi uma tarde magnifica.
    A noite, ainda em estado de graça, tiveste o 1º orgasmo multiplo, muito tempo com espasmos silenciosos, ansia sem fim, e quando tudo acabou adormeceste nos meus braços, incapaz de conversar. Foi um dos orais mais longos, delicados, lentos que te dei. Mas um dos mais marcantes.

     Poucos dias depois, estando a cozinhar, tinha de comer para ir trabalhar, aproximei-me de ti, na cozinha e nao resisti. Estavas levemente vestida. Abalroei-te, agarrando-te pelos cabelos e foste "violada" autenticamente. Foi uma rapidinha intensa, que te encantou ate pelo depois. Dando-te uma boa palmada no rabo, mandei-te continuar a cozinhar.
    Essa palmada nao foi inocente. Queria ver a reacção a uma situação algo estranha ate entao, uma boa palmada depois de, acompanhada por uma ordem. Ok, senti-me livre para avançar. Aquilo tinha mexido contigo.

     Outras experiencias iam sendo refeitas, orgasmos provocados com palavras ao teu ouvido, caricias nos peitos, apertoes cada vez mais longos no pescoço, tudo provocava sensaçoes orgasmicas mais fortes, diferentes, novas. As palmadas tornaram-se mais fortes e continuadas. Estava a "viciar-te" pouco a pouco.

Vicissitudes do casamento BDSM.- 4º capitulo

 


        Outro momento marcante decorreu numa casa de amigos, quando pediram o favor de tratar de um animal.
         O fogo em nos nunca se consumia e termos um sitio inabitual, com todas as condições de limpeza e privacidade, pareceu-nos bem....So nao contamos que o animal se escondesse devido a nossa fulgorosa luta apaixonada. Alem disso, desconfiaste de algo estranho em ti, que me levou algum tempo a tentar aliviar: Uma pressao enorme na bexiga, como se urinar te apetecesse, e que afinal era unicamente mais uma faceta tua: Ejaculação. Nao sabia como explicar-te, nao aceitavas o "deixar andar", foi um momento estranho mas ao mesmo tempo mais uma ajuda na libertação sexual encetada por nos nao ha muito tempo. O que e certo e que tivemos umas horas de valente brincadeira e ainda mais um bom tempo de susto porque pensavamos que o animal tinha fugido pela porta da rua...Por acaso ao fim de algum tempo e desespero reparamos numa situaçao ainda nao observada e encontramos o bicho nesse local.
   

        - Era habitual falarmos muito e essas conversas iam levando-nos ao encontro do que queriamos.
E a intimidade ia perdendo tabus.
       Entao, aquilo que foi interrompido naquela manha, acabou por ser provocado no motel. Nao da mesma maneira, Na altura estavas em pe dobrada sobre o braço de um sofa, desta vez foi na cama, deitada, com uma das artes tua e minha preferidas, sexo oral. A boca e lingua dedicaram bastante tempo ao teu sexo, levando-te muitas vezes ao quase mas sem nunca deixarem acontecer. Ate que, numa altura em que te senti fora de control, usei os dedos dentro de ti, pressionando a parte superior do teu sexo ate sentir a expulsao de um liquido translucido a uma altura considerável. Tinhas tido a tua 1ª ejaculação que bebi e te dei a provar através da minha boca.Finalmente verificaste por ti propria nao haver razao para o medo da 1ª vez, alem de que, o orgasmo foi tao brutal que quase desmaiaste de cansaço. Por pouco tempo, e verdade. A capacidade de recuperaçao sempre foi admiravel em ti. Ate hoje.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Vicissitudes do casamento BDSM. 3ª capitulo




    O proximo convite que te fiz, sensibilizou-te muito. Quando viste a tippie que aluguei, ficaste maravilhada. 1ª noite que passavamos sobre o mesmo teto, uma cabaa simples mas tao cheia de significado. Estava muito frio e chovia mas, o calor do tempo que passamos juntos, fez com que qq desconforto que pudesse acontecer nao tivesse nenhum impacto no nosso estado de espirito. Nem as idas a casa de banho do parque de campismo, aberta, onde o vento frio nos castigava os corpos nus durante os diversos banhos nos cortou a alegria e prazer dessa 1ª noite juntos.
    Lembro ainda que a entrega, a força usada, a loucura sexual foi tanta que uma vez te projectei com tal força que, se nao te tivesse num reflexo, agarrado os pes, tinhas ido contra a parede. E reafirmaste a necessidade num riso, da urgencia do tal capacete de procteçao para ti porque foste "usada" com tal força que batias frequentemente com a cabeça na parede da tippie. O seres fecundada de 4 estava a ter os seus problemas na cabeça, mas as batidas eram os menores. A submissao que sentias, a forma como eras usada excitava-te ferozmente, e o teu corpo queria essa posiçao para se saciar.Estavas viciada. O pior e que nessa postura tinha a disposiçao a parte mais desejada por mim da tua anatomia: o anus. Talvez pelo receio que tinhas da penetraçao anal, que me confessaste ter sido usado uma so vez de forma tao descuidada que te feriu e nao querias mais sentir nada ai. E eu que ia conquistando a tua confiança e abandono aos poucos nao queria a regressao dessas conquistas. Tinha que esperar, infelizmente. Apesar de tudo isso, ou ate por tal, os teus orgasmos eram cada vez mais intensos, vividos e frequentes. Sempre com o penis bem fundo, o orgasmo manual perdeu o sentido para ti. 1ª grande conquista.
   Ao mesmo tempo que todo o momento era bom para a uniao fisica, as conversas tambem iam sendo mais audazes, como aquele pedido que me fizeste para te apertar o pescoço durante o sexo. Coisa que pensei introduzir mais tarde mas que aproveitei para fazer nessa altura. Sabia que irias vibrar ate porque confessaste terem feito em ti uma vez, ficando confusa e negando nessa altura. E eu sabia o que te poderia fazer, nao no durante mas como acrescimo no orgasmo. Creio que foi o orgasmo mais fatigante que tiveste ate essa altura. Quando findou nao falaste nada, ficaste abandonada, sem força, unicamente puxando a minha mao para beijar, lamber, agradecendo e venerando a mao que te asfixiou de forma perfeitamente conjugada com a explosão sexual.
     Assim, mais confiança eu tinha para "inovar" em ti e mais necessidade de seres explorada tu tinhas. A adrenalina das coisas que ia introduzindo no nosso sexo era-te vital. Querias tudo. Ate que um dia aconteceu algo que te fascinou, envergonhou e maravilhou. Pediste para te dar algo especial, sem chegares ao fim. E eu dei. Mas a minha maneira que nao era bem o que tinhas em mente.
Começamos a brincadeira e quando ja tremias num pre orgasmo parei, mandei-te por o cinto e fomos a um cafe a poucos minutos do local onde tinhamos "brincado". Tive que te ajudar a sair do carro apoiar-te a atravessar a estrada e entrar no cafe. Poderia ter-te deixado sentada na mesa para onde fomos bebe-lo mas queria que sofresses, cambaleasses, com os olhos brilhantes, cambaleante, insegura, sentires os olhares invejosos das mulheres e desejosos dos homens que la se encontravam. Eu diverti-me muito. Lembro que ao entrar no carro, ainda cambaleante me disseste nunca pensares passar por tal, querias ficar naquela situaçao, gozando-a sozinha. Ri-me, voltamos ao mesmo local e chegamos ao gozo supremo em menos de nada. Recordo o quanto era dificil ficar sem ti porque tinhas que apanhar o transporte de regresso a casa, mas esse dia foi-me particularmente penoso pelo beijo que recebi na despedida, junto com o olhar apaixonado, de cadelinha abandonada.

Vicissitudes do casamento BDSM. 2º capitulo

 


      Apos aquele belo 1º momento de intimidade, onde eu cheguei ao fim e tu nem por isso, apesar de nao estar habituado a essa decepção, a minha preocupação foi sondar o maximo que consegui de ti, das tuas experiencias anteriores, conhecer o que mexia contigo. Disseste que nunca tinhas atingido o fim com penetração. Que so conseguias esse final sendo manipulada. Desde esse momento tive como objectivo quebrar essa insuficiência. Isso tinha que ser mudado. E foi.

    Um dia, apos 12 horas de trabalho, um domingo de manha, fui-te buscar ao comboio, tomamos o pequeno almoço e dirigimo-nos a um motel da zona.

    Tinhamos cerca de 11 horas pela frente juntos, ate ter de voltar as obrigaçoes profissionais.
     Apos um banho a dois, começaram as brincadeiras sexuais, introduzimos alguma "luta", provocavas-me para que aplicasse os meus dotes fisicos, inserisse alguma forma de me impor fisicamente, o que ficou ainda mais evidente apos tomarmos 1 litro de sangria. Despertou ainda mais a tua busca por te submeter a força, controlada, claro, mas obrigar-te a cederes a minha vontade foi uma evidente procura.
     Esse dia foi muito especial para mim e, pelo que me apercebi quando te fui levar ao comboio, foi tambem magico para ti. Nao sei quantas vezes tivemos orgasmos mas um foi especial: De 4, penetrei-te fortemente, imobilizei-te o corpo, numa restia de força (ate porque dormi uma hora apos esse derradeiro combate) e sentimos o teu 1º orgasmo sendo penetrada. Isto apos 9 horas de infindaveis brincadeiras sexuais. Sei que mexeu contigo porque adormeci com os teus carinhos, expressao sonhadora e brilho nos olhos. Acordei contigo no banho, vendo os serpenteantes contornos do teu corpo sendo ensaboado com a inigualável sensualidade das tuas maos. Por muitos anos que se passem, jamais esquecerei esse dia.
     A partir dai tudo em nos cresceu. O meu casamento que havia anos era uma fachada doentia, falsa e sem qq sentido, morreu. A minha mulher eras tu, o meu objectivo de vida eras tu, o meu bem estar era junto a ti. Claro que nao era so o sexo. Tambem o dizeres sentires que tinhamos tudo para dar certo, a dedicaçao que sentia da tua parte eram motivaçao extra.
     Passamos a aproveitar todos os momentos para estarmos juntos, para falarmos, fazermos planos, termos sexo, sexo esse cada vez mais radical, em que abusava mais de ti e do teu corpo e me confrontava com paragens da tua parte, confundida com o porque de sentires tanto prazer com atitudes e palavras que antigamente te afastavam do desejo e das pessoas com quem estavas
envolvida. Recordo como, numa cavalgada no banco traseiro do carro, uma boa palmada no rabo te fez arrefecer e te fez encarar-me cheia de raiva vociferando que aquilo era negativo. Sorri-te, mandei-te voltar a posiçao e, alem de te dar outra forte palmada chamei-te puta agarrando-te no cabelo e esperando a tua reaçao. Choraste, queixaste-te que esse nome nao o eras, mas, como continuei a penetrar-te fortemente vieste-te ejaculando (sei porque o banco ficou molhado onde estavas) e a unica queixa que tiveste, meio a serio, meio a brincar, era que tinha de te comprar um capacete pois fazia-te bater com a cabeça com muita força na porta.Cada vez tinha mais certeza de que eras tudo o que precisava e eu ia levar-te a desnudar a mente aberta e sexual que durante muitíssimos anos esteve escondida, travestida de preconceitos e tabus que te limitavam e castravam.

   

Vicissitudes do casamento BDSM. Inicio




     Numa relaçao a dois existem descobertas constantes, alegrias e tristezas, momentos excelentes e alguns negativos. Familia, emprego, dinheiro, passado, tudo faz parte da vida a dois e gera os tais momentos descritos atras.
      Na nossa vivencia a dois, 6 anos em comum, talvez devido a idade, outro tanto pelo passado de casados com outrem e por feitios e valores proprios, nao tinhamos passado por um período tao longo de afastamento intimo, desinteresse inclusive.
      Descobrimos recentemente facetas diferentes no nosso BDSM. A minha tendência dominadora deixou de ser exclusiva, verificando multiplicar algumas vezes o prazer ao ser coberto de atençoes, submetendo-me aos caprichos da femea avida de desejos pelo meu corpo, num todo. Submeter-me a receber todo o desejo exaltante da mulher amada e tudo de bom. Em especial quando atinges o estado de loucura senil, obrigando a que te deites ou de quatro suplicando por brutais chicotadas atingindo o prazer supremo, ou pedindo a mao dentro de ti, atingindo igual resultado ou ainda pedindo para te violar, em posiçao de submissao pura, abrindo o corpo, desejando a entrada nas tuas entranhas num arremesso violento , profundo, sentido. Nessa altura nao e o homem que desejas, nem sequer o Dono, e um animal feroz, irracional que te devore nao por amor mas para entrar no mais fundo do teu ser... aqui alem de atingires o teu por mim tao desejado orgasmo, atinge tal violencia, penetra tao fundo no teu cerebro que desabas num choro convulsivo e libertador, avida de um abraço e caricias, atençoes que te despertam uma vez mais a libido tao tua.
      Como ficou esclarecido em cima, hoje, devido a conversas nossas, a submissao e mutua e intercalada, a uniao e confiança maior, a entrega, senao total, e enorme e a vontade de nos excedermos esta nos píncaros.
       Mudamos? Nao.
       Adaptamos a nossa intimidade as necessidades que foram surgindo.
       O BDSM e uma pratica intima cheia de possibilidades. Sempre tive o meu papel de Dominador, era a minha vontade que imperava e a minha felicidade chegava em forma de obediencia cega por parte da parceira. Claro que uma parceira de ocasiao obedecia cegamente a qq exigencia minha que era adaptada ao que percebia ser a personalidade da mesma. Foram anos de falso altruismo em que me sentia realizado com o que "sacava" em obediencia, submissao e escravidao. Ate que te encontrei  e senti seres um ser especial. Carente e forte, de convicções mas pouco elucidada o terreno sexual, cheia de teorias mas nenhuma certeza, erros na vertente intima por desconhecimento, facilmente desmontados, curiosidade feminina que possibilitava levar-te pelo caminho que desejava. Medos e receios eram o alimento ideal para a minha fome de alguem tao pefeitamente inocente e ao mesmo tempo tao madura no cinquentenário de vida. O desafio pefeito, o diamante para lapidar que ja tinha sido lascado por alguns artesãos incapazes de te darem o brilho que adivinhei teres. Beleza, carisma, inteligencia e capacidade consegui perceber em ti, mas ate onde irias na tua sede de evoluir?
       Sim, varias vezes me fizeste sentir um quase Deus, um homem perfeito (isso nao existe) uma pessoa especial.
       Primeira vez de intimidade levei-te a pedir-ma, depois de um jogo que levou tres dias de encontros, onde tudo fiz para despertar a curiosidade que vinha crescendo em ti.
       Aconteceu numa praia, dentro de agua, onde te posicionei estrategicamente de costas para a areia, onde so podias observar o mar e nao te dares conta dos olhares de tres ou quatro espreitas que desafiados por mim miravam subtilmente quando em vez a ligeira agitação  que causávamos no lento vai vem dos corpos a amarem-se. Logo ai saltou a vista tanto a tua propensao   para o sexo, tinhas extrema lubrificaçao que mesmo dentro de agua onde e normal uma introdução mais dificil, escorreguei ao fundo de ti com facilidade, como a confiança de estares nos meus braços protegida de tudo. Claro que a tesao era enorme, o facto de nao te convidar para a intimidade depois do que soubeste de mim, deve ter mexido muito positivamente contigo pois soube esperar. E nem calculas o desejo que tinha de te "saborear" desde o 1º dia. Mas como escrevi em cima, eras(es e seras) especial.